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Exposição no Conjunto Nacional revela a arte da cerâmica de Cunha

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Foto: Geraldo Magela Tannús)

De 4 a 24 de setembro, os paulistanos vão ter a oportunidade de conhecer um pouco da cerâmica artística produzida em Cunha (SP). É a exposição “A Arte que nasce da terra”, que ficará aberta todos os dias no piso térreo do Conjunto Nacional (avenida Paulista, 2073), com entrada franca. Os visitantes vão poder conferir os trabalhos de diversos ceramistas, tais como Alberto Cidraes, Kimiko Suenaga, Gilberto Jardineiro, Luis Toledo e vários outros.

A exposição conta com apoio da Associação dos Ceramistas de Cunha, da Prefeitura, do Sebrae, entre outros. A curadoria é de Valkiria Iacocca.

No dia 4, domingo, a programação inclui a abertura oficial da exposição, a partir das 11h, com exibição do filme institucional “Cunha, a arte que nasce da terra”, apresentação do Coral “Acordavocal”, sob a regência da maestrina Deborah Rossi, e às 12h30 a solenidade de abertura oficial, com a presença de diversas autoridades e artistas.

Saiba mais sobre a cerâmica de Cunha

Cunha é um dos mais importantes centros produtores de cerâmica artística da América Latina. Os cerca de 20 ateliês se distinguem pela variedade de técnicas e estéticas na fabricação de cerâmica e a cidade é a única na América Latina a abrigar cinco fornos noborigama em funcionamento.

A Queima da cerâmica pode ser feita em fornos a lenha, a gás ou elétrico. Mas o noborigama, por ser uma tradição milenar japonesa, originária da China há mais de 5 mil anos, é o que mais atrai a atenção dos visitantes. Construído em terreno inclinado, normalmente com 4 câmara internas e uma fornalha, o noborigama funde rochas e vitrifica a cerâmica a 1400°C. Para atingir essa temperatura e finalizar o processo de produção da cerâmica é necessário que as peças permaneçam queimando por 28 horas.

Cada uma das câmaras do forno Noborigama suporta aproximadamente 300 peças de cerâmicas. Em geral, 4 câmaras são abertas por fornada, produzindo cerca 1200 peças por eventos, com valores que vão de 5 reais a 2 mil reais.

Peças de cerâmica em exposição no Anand Atelier (Foto: Geraldo Magela Tannús)

Cerâmica do Anand Atelier (Foto: Geraldo Magela Tannús)

Mais informações em www.cunha.sp.gov.br

A Cidade de Cunha

Cunha fica no Alto do Paraíba, a 235 km de São Paulo, e faz divisa com Ubatuba, São Luis do Paraitinga e Guaratinguetá, entre outras no Estado de São Paulo, e mais Angra dos Reis e Paraty, no Estado do Rio de Janeiro. São apenas 45 km até Paraty, mas parte da estrada, cerca de 12 km não são pavimentados, e o acesso só pode ser feito em veículos 4 X 4.

Desde 1948, Cunha é considera Estância Climática, a única da Serra do Mar. Com uma população de 25 mil habitantes, grande parte rural, a cidade vive da pecuária leiteira e culturas do milho, feijão e batata. Nos últimos anos, o turismo vem crescendo, com forte investimento em estabelecimentos de hospedagem, produção de trutas, cogumelos e artesanato. Um dos destaques da cidade é a cerâmica de alta temperatura, turistas de todo o Brasil vão até Cunha para acompanhar aberturas de fornos e comprar peças dos mais de 20 ateliês.

Vista panorâmica da cidade de Cunha (Foto: Geraldo Magela Tannús)

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Foto: Geraldo Magela Tannús)

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